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Adorable Mi

Motherhood, Recipes and Lifestyle

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18.05.20

Não é falta de amor

não é falta de amor

Não é falta de amor!

Não costumo aparecer muito, é certo. Tirar fotos minhas é cada vez mais escasso, seja sozinha, ou até mesmo com os meus filhos. Não quer isto dizer que não gosto de tirar fotografias minhas. Só quero dizer que neste momento não me sinto bem com o meu corpo, logo não quero registar esse meu aspeto, como também não me sinto feliz quando o vejo!

Mas não me sentir bem com o meu corpo, não significa que não me ame. Pelo contrario, é por me amar que sei que não estou bem, que o que vejo ao espelho não me deixa feliz como outrora deixou.

Não é falta de amor.

Lá porque não digo que amo o meu corpo, não significa que não me ame, que não tenha respeito por mim, que não tenha ideais, ou projetos para o futuro. Digo simplesmente que não gosto do meu corpo neste momento.

Claro que há muitas maneiras de mudar isso, é claro, uma dieta, exercício físico, etc. mas há coisas que depois de sermos mães temos de perceber que não são iguais, nem todas somos carolinas patrocínios e fitness, os nossos corpos são diferentes e reagem de maneiras diferentes.

Digo isto, porque não é vergonha admitirmos que não gostamos do nosso corpo, que não gostamos do que vemos ao espelho, que temos vergonha de mostrar o nosso corpo ao nosso marido, que nos escondemos atrás de roupas largas e desculpas para não nos cuidarmos.

Não é falta de amor!

Eu amo-me, sei bem disso, gosto de mim, da maneira como sou, das coisas que falo, que partilho, amo-me e por me amar é que reservo tempo para mim, para descontrair, um momento só meu, ler, ouvir música, fazer o meu café, tratar das minhas plantinhas, faço-o por mim, porque me amo!

Mas não, não gosto do meu corpo, já houve alturas em que não gostei antes e consegui muda-lo, mas agora sei que não passa só por mim, pela minha força de vontade. O corpo de uma mãe muda muito, principalmente depois de duas gravidezes tão próximas, em que o corpo não teve tempo de recuperar.

não é falta de amor

Tenho esterias como todas as mulheres, pneus, casca de laranja, tudo igual, mas apesar de ser gorda, e de o ter sido quase a minha vida toda, nunca tive barriga, sim, depois da gravidez a minha barriga "partiu" e com o aumento da diástase abdominal do segundo parto a primeira coisa que a minha médica me disse foi logo, "isso só com cirurgia". Fiquei com um pedaço de pele e gordura preso ao meu corpo, com o qual não sei lidar, física ou psicologicamente.

Por isso quando me dizem (e agora escrevo isto já de lágrimas nos olhos), "oh isso passa, basta fazeres uma dieta e volta logo tudo ao sitio", ou, "tens de aceitar o teu corpo como é", não é bem aquilo que quero ouvir, fico sem palavras, e a única coisa que me vem a cabeça é, sim sim se perder peso ainda se nota mais.

Por isso, quando não apareço, não é porque não goste de mim, não é porque não me ame, não é porque não ame o corpo que gerou duas vidas maravilhosas, é só porque não amo o meu corpo como está agora, e não, não tenho de aceita-lo como ele está agora, mas a cirurgia a que me devo submeter não é fácil e tem alguns riscos, e não é de toda aconselhada a quem quer engravidar de novo.

Sim, essa é a principal razão pela qual não me vejo a avançar para "resolver a situação". Eu quero ter outro filho, ainda sou nova, e apesar de querer ter pelo menos mais um filho (a vida o dirá), já agora que fosse uma menina. E não quero perder a hipotese de concretizar esse desejo só porque não me sinto bem com o meu corpo.

Sendo assim, tenham atenção ás vossas palavras, atenção a maneira como tentam abordar a situação, nunca sabem o que se passa do outro lado, seja uma pessoa gorda, ou uma mãe, nunca sabem o outro lado da historia, pode ser um distúrbio alimentar, ou uma situação parecida a minha.

Não é falta de amor, pelo contrario, é por amor que o faço!

 

Mi

 

P.S. Vejam também slow down e o minimalismo.

 

 

 

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